

Poemas de
Simone Borba Pinheiro

Metades de Mim
Trago no peito a alegria
de Deus ter me feito mulher.
Mulher que junta os pedaços,
sabendo bem o que quer.
Metade de mim é a dor,
outra metade é alegria.
Mas a que quero compor,
bem sei que jamais seria.
A metade das metades
do ser que você vê,
não tem a mesma idade
daquele que não se vê.
Metades de um quebra cabeça
difícil de se montar,
mas embora não pareça
vale à pena tentar.
Metades de fogo e paixão
que me cegam a visão,
metades de gelo total
que me deixam sempre mal.
Metades de um lindo verão
com muito sol e alegria,
metades de inverno são,
minhas tristes agonias.
A perfeição não existe,
disso tenho certeza.
O que na verdade existe,
é uma alma surpresa.
Metade surpresa boa,
outra metade ruim.
Às vezes rindo à toa,
outras triste assim.
Metades que se completam
formando este ser mulher.
Me dê um abraço e um beijo,
se você assim me quer!
Simone Borba Pinheiro
16/ 03/ 03

Doze Badaladas
Quando tocarem as doze badaladas
da hora silenciosa em que devo partir,
cerrarei as cortinas da vida,
deixarei o palco das ilusões,
para atuar em um palco sem vaidades,
explorando todas as qualidades
que o palco das ilusões
não me permitiu mostrar.
A vida é uma grande utopia,
onde muitos não sabem à que vieram,
ou mesmo se vieram, de algum lugar.
O tempo voa sem percebermos e
leva consigo toda a juventude,
deixando para trás todas as marcas
de uma difícil experiência de vida.
E quando tocarem as doze badaladas,
da hora silenciosa em que devo partir,
seguirei meu caminho na certeza
de que minha missão aqui, se
cumpriu...
Simone Borba Pinheiro
02 / 01 / 05

Violetas na Janela
Hoje acordei com os raios de sol
penetrando pela porta entreaberta,
pássaros cantando, violetas na
janela...
e com tristeza percebi, que tudo não
passou
de um sonho de verão.
A realidade me sacudiu violentamente.
À meu lado, a cama vazia...Você se
foi.
De você, ficou apenas
violetas na janela,
presente da noite anterior...
Simone Borba Pinheiro
25/05/05

Ah! Meu Amor, Se Eu Pudesse!
Ah! Meu Amor, Se Eu Pudesse!
Faria perfumados os caminhos teus
para que quando, teus pés, neles
pusesse,
sentisse, meu amor, os carinhos meus.
Faria de teus sonhos a realidade,
para teus olhos não verem jamais a dor
de minha dor, minha infelicidade,
por não ter, amor, o teu amor.
E assim, quando a lua me fizesse,
somente um brilho ao luar,
poder teu coração apaixonar!
Ah! meu amor, se eu pudesse,
trocaria com os anjos de lugar
para a seu lado poder estar!
Simone Borba Pinheiro
30 / 11 / 07

Entre o Sim e o Não
O que sinto dentro do peito
é algo que só eu sei
quero este amor de um jeito
e não tem jeito, me aprisionei!
Bem sei que não posso tê-lo
pois não é meu, é de outro alguém
mas, tudo farei para não perdê-lo
com discrição, sem ferir ninguém.
Amar assim é um tormento
dentro do peito a gritar
lamentos de um grande amor
Entre o sim e o não eu me vejo
mas não sinto nenhum desejo
de ver esse amor acabar.
Simone Borba Pinheiro
03/11/04

Poemas editados
com autorização da autora
Direitos Autorais Registrados
Visite o site da Autora:
www.familiaborbapinheiro.com

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Música: Richard Clayderman - Carolina
Formatado por Thais "beija-flor"
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