
Plantas
sorriem no vento
O vento dança no sol
O sol espelha a lua
A lua muda a estação
As estações esperam passageiros
E passageira escora o olhar
De visão que não quer ver
O que vê anuncia o Verbo
O Verbo dita o fim
Os fins justificam os meios
Os meios revelam dúvidas
A dúvida instiga o pensar
Pensar exercita inteligência
A inteligência prefere a sombra
Sombras franqueiam Luz
As luzes mostram as pedras
As pedras escrevem um caminho
O caminho é labirinto
O labirinto tem o Poder
O Poder tem pés de lodo
Lodos que saem do coração
É um coração que tem vida
É a vida que cala a morte
É a morte que rasga o véu
É o véu que arrasta um céu
Céus ornamentando a mente
Mentes buscando a dimensão
As dimensões respiram natureza
A natureza abraça a fonte
A fonte jorra deuses
Os deuses inspiram homens
Os homens criam guerras
A guerra se alimenta de aflição
As aflições reparam a sorte
Tem sorte quem se eleva na transição
A transição socorre o caos
O caos transforma o feto
O feto nada na continuação
A continuação exala o começo
O começo canta o universo
O universo ouve: "EU"
E nós eternizamos a perfeição
A perfeição caracteriza a Terra
A Terra gira num movimento
Que baila no éter
E ้teres canalizam o querer
O querer materializa o ser
O ser avisa humano
Humanos deleitam o prazer
O prazer desponta na abelha
Abelhas escorrem mel
O mel cheira a planta nova
Novas plantas sorriem no vento
Novos ventos brincam de brisas
As brisas gravitam no mar
O mar revolve a maré
A maré vasculha almas
A alma encarna o belo
A beleza acende um fogo
O fogo que é chama do novo
Novos campos , novas flores
Novos homens agradecendo ou não.
E plantas na tempestade sorriem
E pessoas choram na brisa do ser...
Fábio Thomaz
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