|
|
Jardim Encantado de Ramoore
Narciso
Feito cativo de minhas reflexões
Na solidão sinto Eco encantado
Em minh’alma de dúvidas cheias de razões
Em meio a vozes no peso do fardo
Vejo meus olhos presos em meu olhar
Da cobiça de corpos sempre iguais
Fujo ao desejo de viver em par
Na mácula original dos desiguais
Ouço a vida chorar de lamentos
No embalo de baladas repetidas
Ao colo emprestado de momentos
Longe da presença sem ter do calor
Em risos das lágrimas renascidas
Na flor Narciso, escondo minha dor!
Ramoore

Jasmim
De minhas emoções feitas em flores
Sinto da vida reciclar perfumes
Em risos e lágrimas incolores
Na troca de carinhos e queixumes
Permito de minh’alma aos devaneios
Ousar no jardim colher inspiração
Das cores e das formas como esteios
De versos que não falem da solidão
Mas a verdade teima na saudade
Tirar proveito da rima em essência
Na perda de afetos e da idade
Volto aos tempos do menino em mim
A lembrança de uma branca Gardênia
Que minha Mãe olhava como Jasmim
Junto a um Anjo no último adeus!
Ramoore

Girassol
Em giros girando da vida no sol
Sigo na inveja dos deuses puros
De almas feitas em cores do arrebol
Não vejo concepção de nascituros
No ventre infértil dos desenganos
Traço ardil na esfera dourada
Da lua o fio prateado de meus planos
Esconde a procura programada
Com a pele nua cheirando pecado
Na ilusão da beleza de Apolo
No nascer e morrer por ter amado
Deixo das sementes iguais seres meus
Em sonhos de Clitia presos ao solo
No castigo como presente de Zeus!
Ramoore

Antúrio
Entre o verde de minhas esperanças
Com a inflorescência feita de flores
Na fantasia encontro de lembranças
Em canteiros de vidas e de amores
Da colheita nas mãos faço ninho
No silêncio separo de cada cor
Sem sentir do branco faltar carinho
Vejo da emoção na paz nascer amor
No vermelho da paixão em ausência
Faço porto na cor rosa de um mar
E sinto do amarelo ser a essência
Ao livrar cada cor de ser espúrio
Escondo na vaidade saber ocultar
De ser pequenina a flor do antúrio!
Ramoore

Camélia
De círculos feitos ciclos de flores
Em caminhos de vidas alterosas
Nascem tons que imitam das cores
Sem deixar das formas lembrarem rosas
Na roda viva de almas na procura
Feita de traços vindos do encontro
No mistério criando linguagem pura
De seres sem nuança para confronto
No aceite simples de ter da imagem
Em esferas que mostram interiores
Da paz em verdade sem ser miragem
De horizontes no infinito da luz
Em fios que indicam de esplendores
A Camélia ao sereno me conduz!
Ramoore

Rosa
No mistério das cores e
segredos
Junto ao jardim procuro ver desígnios
Da cor amarela em degredos
Sinto perda sem perder do fascínio
Procuro da paz na cor branca da luz
Em reverência juro inocência
Jurando da vida no fazer de jus
O caminho na busca da essência
Na cor vermelha feita aos amores
Fico no arco-íris dos amantes
Em emoções e ilusões como penhores
Deixo nascer matizes no coração
Da primavera em ciclos gestantes
A cor rosa da rosa é gratidão!
Ramoore

Visite o belo Jardim
Encantado e Declamado do querido
Poeta Ramoore, e, sinta da fragrância das
flores,
a suave inspiração!...
http://www.ramoorepoemas.com/meujardim/meujardim.htm

| | | | | |