Doce Ilusão

Crônica

Uma bela manhã de primavera.
A grama fresca cobria um grande campo,o sol banhava-o com seu dourado raio, as flores começavam a desabrochar, dando assim início ao milagre da natureza.
Eu, passeando por este campo, alheia a toda beleza que me rodeava, pensava em ti...
Concentrava-me tão fortemente em querer relembrar aqueles momentos que foram tão nossos, que repentinamente, vi que tu vinhas ao meu encontro, de braços abertos para que eu me aninhasse neles, sorrido como só tu sabes sorrir.
Caminhamos, então, de mãos dadas, por algum tempo, depois comecei a correr alegremente pela grama macia... tu me acompanhavas, também sorrindo, participando de todo a beleza que só os dias primaveris pode nos oferecer.
Sentia-me feliz como uma criança...!
Principiou a entardecer e, nos sentamos em uma grande pedra solitária, no meio daquela imensidão esverdeada.
Calados, ficamos apenas a nos fitar e, nossos olhos refletiam o imenso amor que nos unia.
Senti teus lábios roçarem a minha face...este leve toque me fez despertar deste maravilhoso sonho...
Procurei-te ao meu lado... não estavas...!
Meus olhos percorreram aquele imenso campo, na esperança de te encontrar em alguma parte... nada...!
Sua imagem desapareceu como que por encanto.
Só então percebi que a brisa soprava levemente e, foi ela quem me beijou, arrancando-me, assim, daquela doce ilusão.

Vanda Dias da Cruz


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Imagem Top:Comtech