Soneto Noturno
Quando é noite eu sinto saudade
Teimo e me atrevo a escrever poesia
E na agonia que meu peito invade,
Escrevo a metade do que gostaria.
Quando é noite, eu sinto desejo
Me vem a vontade de ser toda sua
Porém essa posse que tanto almejo,
Talvez por medo, você não me possua.
Quando é noite eu penso e sonho
Na doce amizade, grata sintonia
Esqueço o desejo, busco a fantasia.
Quando é noite eu sinto a saudade...
Paro e indago se o amor que proponho
Será tão medonho como a realidade?
Autora Edna Feitosa
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