Sétima Onda


Tantas lembranças partidas,
tantas emoções em um vasto
mundo de melancolías.
O mar que na sétima onda acena,
chama-me, acaricía, beija meus pés
com depravação..
Difícil homem de satisfazer...
Cobra de mim, enquanto do meu
corpo abusa de cada pedacinho..
Visto-me de contas, sem pressa
mergulho nas águas mornas, deixa-me
levar na mansidão das carícias, dos
doces beijos na pele, na boca...
Brinco da atrevida ousadia!
Emaranha meus longos cabelos,
desmancha as tranças, despe-me as
contas, puxa meu corpo de encontro
a si, em meu ouvido sussurra,
geme, faz promessas e convites...
Convence-me a soberba das palavras,
dos gestos...
Abro os olhos, não luto com a
imensidão das águas,
quero viajar no devaneio...
Tomo impulso mergulho,
deixo-me levar na correnteza.


Autora Fabiola Kruse    
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