Não à Ilusão




Não à ilusão
que me consumia, que me levava
cada vez mais longe de você,
enquanto perto eu queria estar.

Queria teu afago, teu amor,
impossível ou não,
mas era só meu.
Ninguém o conhecia,
somente eu.
Eu o guardava
em papel de celofane,
envolto em uma caixa
que era o meu coração.

E ele ficou tão triste
que saiu dessa caixa
e não quis mais voltar.

Quis partir,
para procurar quem achasse
que o amasse assim:
peso e medida, amor e fantasia,
nesta magia que só me consumia.
Não foi preciso partir,
outro amor que não conhecia,
tímido se aproximou
e me disse em prosa e em verso
do seu amor por mim.

Indecisa fiquei,
coisa que não sou
e perguntei àquela caixinha,
envolta em papel celofane
o que devia fazer agora,
com dois amores:
um que amo e outro que me ama.
Onde colocarei meu coração?
Ficará livre ou não?
Não sei mais.
E ele insiste em não
me dar a resposta que
tanto preciso, para poder
novamente pôr na caixinha
meu coração embrulhado novamente,
com papel celofane,
pois é tudo que tenho
de riqueza nesta vida de poeta,
de amor e amar,
de dor e dar
até um dia me libertar!

Autora Eda Carneiro da Rocha    
Direitos @utorais Reservados    





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